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  • Daiana Santos

Bancada do PCdoB na Câmara encaminha carta ao Executivo Municipal

O que acontece no Brasil hoje é uma tragédia! São mais de 4.000 mortes diárias. Praticamente todos os estados estão com UTIs lotadas e o desabastecimento de insumos hospitalares básicos tende a agravar ainda mais o cenário. O Rio Grande do Sul tem 5% da população do país e responde por cerca de 10% mortes diárias. Se o Brasil é o epicentro da crise, nossa capital é o coração dela. As trabalhadoras e os trabalhadores da saúde vivenciam exaustão emocional e física, muitos estão submetidos a contratos de trabalho precários e ainda enfrentam em diversos casos escassez e a baixa qualidade de equipamentos de proteção individual (EPIs). Sem previsão de vacinar uma parcela representativa da população nos próximos meses, a pandemia não tem perspectiva de controle.


Foto: Cristiane Leite


Nossa bancada quer contribuir para retirar a cidade da crise. Sabemos que a superação completa só se dará com a vacinação em massa. Entretanto, é preciso que os porto-alegrenses parem de morrer. A contradição entre saúde e economia é falsa. Só haverá superação da crise econômica se, juntos e juntas, superarmos a crise sanitária. Crise essa que afeta mais o povo trabalhador. Se não pela Covid é pela fome, é pela falta de dignidade. O exemplo de Araraquara é exemplo no Brasil de como diminuir a superlotação dos hospitais, reduzir o contágio e o número de mortes. Se continuar a morrer o tanto de gente que morre por dia, não haverá economia para salvar. A restrição de circulação de pessoas é a ação mais eficaz de controle da circulação do vírus. Destacamos, em especial, a questão dos setores produtivos, do comércio e o transporte de pessoas. Qualquer proposta de distanciamento social deve ser feita, necessariamente, atrelada a condições mínimas de sobrevivência e de segurança alimentar. Não estamos lutando apenas contra o coronavírus, também estamos no combate ao vírus do racismo. Levantamento inédito da Agência Pública aponta que a população negra está recebendo duas vezes menos a imunização do que a população branca e que a mortalidade entre nós, negros e negras, é 10% maior do que entre os brancos. O negacionismo referente à ciência e a falta de diálogo esvaziou o Conselho Multissetorial para o Enfrentamento à covid (Comue-Covid).


Na Câmara Municipal a impossibilidade de diálogo com a base do Governo faz a cidade ser derrotada todos os dias. Dessa forma, defendemos: - Vacinas para todos e todas! Aquisição própria ou via consórcio para vacinar 100% da população; - Testagem e rastreamento em massa: com pontos de testagem nas periferias da cidade e ações de rastreamento de casos ativos; - Campanhas de estímulo à etiqueta respiratória, lavagem de mãos, distanciamento e distribuição de máscaras N95 e PFF2 à população vulnerável; - Reabertura das unidades de Saúde, chamamento de concursados e readmissão dos profissionais do IMESF; - Auxílio Emergencial Municipal priorizando mulheres chefes de família e trabalhadores informais afetados pela pandemia; - Abertura emergencial de linha de microcrédito municipal para micro e pequenos empreendedores afetados pela pandemia e garantia dos empregos dos trabalhadores; - - Assistência Social e Combate à Fome: retomada das ações de assistência social, distribuição de merenda das escolas municipais às famílias dos estudantes, rearticulação dos restaurantes e cozinhas comunitárias, ampliação de atendimento de restaurantes populares. - Transporte público: garantia de todos os protocolos de segurança para o funcionamento dos ônibus e lotações, além da preservação dos empregos dos trabalhadores do transporte que sofrem ameaças de demissão e extinção.


Vereadora Bruna Rodrigues

Vereadora Daiana Santos

Porto Alegre, 09 de abril de 2021